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XL > AutoMotor > Apresentação > Fiat Bravo
 
 
 
 
O Fiat Bravo vem recolocar a marca italiana do núcleo duro da classe dos familiares compactos. Em Portugal, o modelo chegará em Novembro próximo, mas vai ser preciso esperar pelo início de 2008 para se ter acesso aos motores mais apelativos, incluindo um novo turbodiesel de 1,6 litros

Por Nelson Oliveira Fotos Fiat
MARÇO 2007
 
Esperança renascida
Ficha Técnica
 
Foi com grande pompa e circunstancia que a Fiat revelou o novo Bravo, sucessor do discreto Stilo, que vem relançar a marca no competitivo mercado dos familiares compactos. Com a presença de cerca de 3000 convidados, incluindo 600 jornalistas de todo o mundo, o espectáculo de apresentação do modelo, criado especialmente pela prestigiada companhia de circo "Le Cirque du Soleil", terminou com fogo de artifício e labaredas a envolver o imponente Estádio de Mármore, em Roma, monumento que celebra o renascimento da arquitectura clássica grego-romana.

A escolha do local e o espectáculo pomposo reflectem a necessidade da Fiat - que registou, em 2006, os seus primeiros lucros em anos -, em transformar o Bravo num símbolo do seu próprio renascimento no mercado europeu, servindo também de alavanca para uma nova fase de crescimento.

Para apagar a imagem do Stilo e assegurar um lugar ao sol no segmento, o Bravo tenta recuperar valores que asseguraram os maiores sucessos comerciais da marca, como é o caso de um design dinâmico e emotivo, de um desempenho dinâmico e motores com um toque desportivo e de um preço bastante competitivo. Em Portugal, esta fórmula só poderá ser avaliada a partir de Novembro próximo, embora só em Janeiro de 2008 atinja a sua expressão máxima, com a chegada dos motores mais apelativos para o nosso país.    

ESTILO AFIRMATIVO
Abdicando das formas familiares do seu antecessor, o Bravo assume uma postura claramente desportiva, patente no seu perfil em cunha, ao estilo de um pequeno coupé. No seu todo, o design apelativo do Bravo será porventura um dos seus maiores trunfos, pois poderá revelar-se decisivo no caso de consumidores indecisos, que se possam deixar levar pela sua faceta emocional.




Com 4336 cm de comprimento, 1792 cm de largura, 1498 cm de altura e 2600 cm de distância entre eixos, o habitáculo do novo Bravo reclama quotas de habitabilidade de referência na sua classe, especialmente para os ocupantes do banco traseiro. A sensação de espaço a bordo é bastante razoável, tanto à frente como atrás, contrariando a noção de um habitáculo mais apertado que as linhas exteriores antecipavam.

De qualquer forma, ficamos com a impressão de o espaço para as pernas dos passageiros do banco traseiro não ser tão extenso como a marca anuncia, ou pelo menos, ficar aquém da liderança no segmento.

A bagageira apresenta um generoso volume de 400 litros na configuração normal, valor que se estende para os 1175 litros com o rebatimento do banco traseiro. O acesso à bagageira é que nos parece algo elevado, dificultando a colocação de malas volumosas e pesadas.

Outro ponto em que a Fiat tem vindo a reclamar um progresso assinalável é na da qualidade de construção e na utilização de materiais mais consistentes. O Bravo é um bom exemplo de evolução dentro dos padrões da marca italiana, apresentando revestimentos esponjosos no centro da consola central, combinados com plásticos mais duros, mas não demasiado ásperos.

No entanto, apesar de um salto qualitativo em relação a anteriores propostas, o Bravo fica um pouco atrás dos seus grandes rivais, pois continuam a existir algumas aplicações de qualidade mais dúbia, como é o caso da junção de plásticos na base da consola central, que evidencia algumas folgas.

GAMA FASEADA
Na fase de lançamento, o Bravo contará com uma oferta de motorizações algo limitada, pois só estarão disponíveis as unidades já bem conhecidas, como o 1.4 16V de 90 cv ou os turbodiesel 1.9 Multijet de 120 e 150 cv. Com a excepção do Diesel de 120 cv, com caixa manual de cinco velocidades, todos os motores contam com uma transmissão manual de seis velocidades.

As grandes novidades da gama ficam reservadas para Janeiro próximo, com a nova geração de motores a gasolina sobrealimentados. Com a sigla T-JET, surge na forma de um motor 1.4 16V turbo, oferecido com dois níveis de potência: 120 e 150 cv. Ambos disponibilizam um binário máximo de 206 Nm, valor que poderá atingir os 230 Nm na versão de 150 cv, bastando pressionar uma tecla incorporada no tablier.

Em Janeiro de 2008 surgirá também aquele que será a estrela da companhia em Portugal: um novo turbodiesel de 1,6 litros, totalmente desenvolvido pela Fiat. Embora os responsáveis da marca não tenham confirmado qualquer dado em relação a esta unidade, espera-se que este novo motor apresente níveis de potência aproximados aos do 1.6 concebido pela PSA e Ford, disponível em versões de 90 e 110 cv.

Para avaliar o desempenho do Bravo em estrada tivemos acesso aos motores que, na primeira fase de lançamento, ficarão nos extremos da gama: 1.4 de 90 cv e 1.9 Multijet de 150 cv. O primeiro demonstra ser cumpridor, proporcionando acelerações competentes, mas com algumas dificuldades sempre que se entra em baixas rotações, implicando um recurso frequente à caixa manual de seis velocidades, que também não impressiona pela sua precisão. Já o turbodiesel exibe uma resposta muito segura em qualquer regime, pecando apenas por um ruído de funcionamento algo perceptível no habitáculo.
 
Quanto ao desempenho dinâmico, as primeiras impressões, limitadas por um percurso muito curto, e composto quase integralmente por rectas, apontam para um modelo fácil e prático de conduzir, mas sem uma vertente dinâmica tão envolvente quanto aquilo que se esperaria.

A gama do novo Bravo irá repartir-se entre as versões base (Bravo), Active, Dynamic, Emotion e Sport. Os preços para Portugal ainda não estão definidos, mas os valores divulgados para o mercado italiano deixam antever uma postura muito competitiva, pois a versão base é proposta  a partir de 14 900 euros, sendo que o best-seller da gama, a versão Dynamic, está disponível desde 17 400 euros.
 
 
 
 
 

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