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A seis
meses do lançamento do novo Civic em
Portugal, a Honda resolveu aguçar o
apetite da imprensa. Para tal, levou-a ao
seu Centro R&D Europe, situado em Offenbach,
Alemanha, onde promoveu um seminário
técnico sobre a oitava geração
do seu modelo melhor sucedido de sempre
Por Bruno Castanheira Fotos Honda
SETEMBRO 2005 |
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Produzido em 11
países e comercializado em cerca de 160,
o Civic é o modelo mais importante para a
Honda. Nos últimos 33 anos, foram produzidas
e vendidas mais de 16 milhões de unidades
deste familiar compacto, representando cerca de
30% das vendas globais da marca.
Actualmente na sétima geração,
o Civic passará o testemunho, em Janeiro
do próximo ano, ao modelo da oitava geração,
que será apresentado ao público em
meados do próximo mês de Setembro,
no Salão de Frankfurt.
Produzido exclusivamente na fábrica de Swindon,
no Reino Unido, o novo Civic contará, mais
tarde, com carroçarias de três e quatro
portas, bem como com um desportivo Type R. Ao que
apurámos, não existirá nenhuma
versão carrinha.
Era espacial
Vem reforçar a posição da Honda
no mercado europeu. Antecipa as necessidades dos
clientes através do uso de novas tecnologias.
Pretende ser a referência do segmento no que
às propostas premium de cariz mais desportivo
diz respeito. É, segundo a marca, um hatchback
que aposta em valores mais individuais face aos
do actual modelo, sem esquecer a funcionalidade
nem a desejável componente familiar.
Discursos de marketing à parte, o facto é
que o novo Civic parece pertencer a uma era espacial,
tal é o arrojo e a exclusividade das suas
linhas. A frente assemelha-se à do Accord,
mas o design dos grupos ópticos e pára-choques,
as proporções da carroçaria
e a divisória do óculo posterior (inclui
terceira luz de stop) conferem-lhe um visual sui
generis e pouco consensual.
As pegas das portas traseiras surgem integradas
nos pilares C (estilo Alfa Romeo). A tampa do depósito
de combustível (cromada) lembra os veículos
de competição. As jantes de 18"
com seis raios que equipavam as duas unidades de
pré-produção presentes, revestidas
por pneus Michelin Pilot Sport, de medida 225/40
(um dos acessórios disponíveis), e
as duas saídas de escape triangulares (na
motorização mais baixa têm apenas
um efeito visual) realçam-lhe a agressividade.
Com 4250 mm de comprimento, 1760 mm de largura e
1460 mm de altura, o novo Civic é 35 mm mais
curto , 65 mm mais largo e 35 mm mais baixo do que
o actual. A via dianteira aumentou para 1504 mm
(mais 34 mm), enquanto que a via traseira passou
a ser de 1510 mm (mais 45 mm). Com um Cx de 0,30,
o peso é semelhante ao do actual modelo.
A rigidez torcional aumentou, equivalendo-se à
do actual Type R. No interior, as diferenças
são igualmente significativas.
A mais evidente reside no design, em forma de cunha,
com duas secções: uma superior de
informação; outra inferior de comando.
O painel de instrumentos Multiplex (exibe tons de
azul), a alavanca da caixa cromada, os pedais em
alumínio, os bancos desportivos em Alcantara,
o sistema de navegação com ecrã
de 7" e as informações de condução
colocadas no interior do conta--rotações
(em caso de alerta, passam de cor branca para laranja)
são as mais vistosas.
Apesar de a distância entre eixos ter diminuído
45 mm (2635 mm), a Honda afirma que a habitabilidade
do novo Civic aumentou face à do actual modelo.
Os espaços de arrumação melhoraram,
destacando--se o porta-luvas refrigerado, com 14
litros de volume. A qualidade dos materiais evoluiu,
os níveis de equipamento (Comfort, Sport
e Executive) são mais completos e a mala
está, agora, maior. Para além de contar
com duplo fundo de carga (oferece uns adicionais
70 litros), e propor rebatimento para os assentos
traseiros (semelhantes aos do Jazz), o volume aumentou
para 415 litros (485 litros sem chapeleira e com
duplo fundo; 1046 litros com os bancos rebatidos).
Segurança e
mecânica
No que à segurança diz respeito, o
novo Civic dispõe, no seu grau máximo,
de seis airbags (frontais, laterais dianteiros e
do tipo cortina), cintos dianteiros com duplos pré-tensores
e limitadores de esforço, pedais retrácteis
em caso de embates frontais, fixações
Isofix, encostos de cabeça activos nos bancos
dianteiros, cintos de três pontos em todos
os lugares, avisador luminoso da não colocação
dos cintos, ABS com EBD+BAS e controlo de estabilidade
(VSA). O objectivo da Honda é nada menos
do que obter as cinco estrelas nos testes de colisão
frontais e laterais a efectuar pelo Euro NCAP.
Para a oitava geração do Civic, a
Honda escolheu três motores: dois a gasolina
e um Diesel. Na base da oferta situa-se o 1.4 i-DSi
de 83 cv e 119 Nm (produzido na fábrica de
Suzuka, no Japão). Enquanto não chegar
o desportivo Type R, a proposta a gasolina mais
performante será a 1.8 i-VTEC de 140 cv e
174 Nm. Quanto à oferta Diesel, contempla
apenas o 2.2 i-CTDi de 140 cv e 340 Nm que, tal
como o 1.8 i-VTEC, é montado na fábrica
de Swindon, no Reino Unido. Todos os motores estão
acoplados a caixas manuais de seis velocidades.
As unidades a gasolina são as únicas
que podem receber, em opção, a transmissão
manual automatizada, também de seis relações.
Mais eficaz e mais envolvente. Assim é definido
o novo Civic pela Honda em termos dinâmicos.
A direcção, de assistência eléctrica,
dispõe de 11,0 metros de diâmetro de
viragem no 1.4 i-DSi, 11,4 metros no 2.2 i-CTDi
e 11,8 metros no 1.8 i-VTEC. A suspensão
manteve o esquema do actual modelo: McPherson com
barra estabilizadora na traseira; eixo semi-rígido
na traseira (a adopção de uma suspensão
multi- -link no eixo posterior não era totalmente
compatível com o design pretendido para esta
geração). Os travões são
de discos nas quatro rodas (ventilados na frente),
dispondo de 282 mm de diâmetro na frente e
260 mm na traseira.
O depósito de combustível, com 50
litros de capacidade, ocupa uma posição
central, o que permitiu baixar o centro de gravidade.
Os pneus escolhidos são de medida 205/55R16
no 1.4 i-DSi e 225/45R17 nos 1.8 i-VTEC e 2.2 i-CTDi.
Quanto a performances e consumos, aqui ficam os
valores anunciados: 1.4 i-DSi - 171 km/h; 14,2 segundos;
5,1/6,1/7,8 l/100 km; 1.8 i-VTEC - 207 km/h; 8,6
segundos; 5,2/6,4/8,4 l/100 km; 2.2 i-CTDi - 205
km/h; 8,4 segundos; 4,3/5,1/6,6 l/100 km. Com chegada
prevista a Portugal para Janeiro de 2006, o novo
Civic promete dar que falar. |
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