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Toyota
RAV-4 |
Pioneiro
em 1994, quando inaugurou o segmento dos hoje chamados SUV, o Toyota
RAV-4 conhece a sua segunda geração. Em Portugal a partir
de 24 de Julho, o RAV-4 do ano 2000 apresenta-se como um produto amadurecido,
que respeita as premissas definidas para o modelo original mas foi
capaz de evoluir em todos os domínios, mostrando-se, por isso,
apto a bater-se, sem complexos, com os melhores concorrentes que,
entretanto, chegaram à classe |
AGOSTO de 2000 |
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| A idade da razão |
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Dificilmente se conseguirá
negar que a Toyota acertou em cheio quando, em 1994, lançou
o RAV-4. Apostando na imagem jovial, na sofisticação
tecnológica e na versatilidade, conseguiu cativar uma clientela
que aumentou ao longo dos anos, ao ponto de vários outros fabricantes
se virem obrigados a seguir os passos do maior construtor japonês,
para também poderem explorar este «filão»
por si descoberto.
Tal facto, aliado à erosão que a passagem do tempo sempre
inflige a qualquer produto, obrigou a Toyota a fazer evoluir o seu
SUV, para que este possa continuar a ser a referência da sua
categoria. Da estética à mecânica, tudo foi revisto
e melhorado, mas sem nunca perder de vista a filosofia que presidiu
à concepção do modelo original e que, na prática,
foi o garante do seu êxito.
O que é evidente logo numa primeira observação,
onde se prova que o novo RAV-4 é um automóvel que atingiu
a maioridade. As suas linhas exteriores, marca-das por um arredondamento
geral, conferem-lhe uma aparência igualmente jovem e dinâmica,
mas também mais sóbria, robusta e imponente, assim como
mais moderna e actual. Os responsáveis são a nova frente,
com a sua grelha inédita e as ópticas de maiores dimensões
e mais proeminentes, os guarda-lamas alargados e a traseira completamente
reformulada. Fundamental é reter, ainda, que as duas carroça-rias
(três e cinco portas, tendo o cabrio sido abandonado) agradam
de igual modo, já não prevalecendo aquela sensação
de que uma derivava da outra e que a original era mais cativante,
como acontecia com o anterior modelo.
Mais e melhor
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| Agrado visual não
falta ao novo RAV-4, mas com os pára-choques
e protecções laterais da cor da carroçaria
o resultado é ainda melhor |
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Para além da estética, também
o aumento das dimensões exteriores contribui para esta sensação:
a largura cresceu 4 cm em ambas as carroçarias; a altura evoluiu
1,5 cm no três portas e 2 cm no cinco portas; o comprimento
total aumentou 14,5 cm no três portas e 13 cm no cinco portas,
enquanto a distância entre eixos foi amplia-da 8 cm em qualquer
das variantes de châssis. Naturalmente que as implicações
deste crescimento também se fazem sentir no interior, bem mais
generoso em termos de habitabilidade, em particular no que diz respeito
ao espaço disponível para as pernas atrás e à
capacidade da mala.
Habitáculo que muito melhorou, também, ao nível
do design e decoração, contando, entre vários
outros argumentos, com um painel de instrumentos totalmente novo (com
o conta-rotações colocado em posição central);
uma nova consola central; painéis interiores das portas com
aplicações em tecido igual ao dos bancos e pegas revestidas
a plástico macio perfurado; decoração bicolor;
introdução de diversos compartimentos destinados a alojar
pequenos objectos (o volante desportivo de três braços
e excelente pega transitou do anterior RAV).
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| Para além de mais
amplo, o interior está, ainda, mais versátil.
O banco traseiro oferece várias possibilidade
de rebatimento, podendo, até, ser totalmente
removido do habitáculo, para o transporte
de cargas mais volumosas |
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Ainda no que concerne ao interior, é forçoso
salientar a supe-rior versatilidade proporcionada pelo novo banco
traseiro, cujas costas rebatem, ou reclinam-se, em duas partes simétricas,
e que pode ainda ser totalmente rebatido em uma ou duas partes, ou
mesmo retirado, aumentando-se, deste modo, a capacidade do veículo
para transportar objectos de maiores dimensões. Quanto a qualidade
de construção e materiais, está ao nível
daquilo a que a Toyota já nos habituou neste particular, ou
seja, o novo RAV-4 é uma das principais referências da
sua classe nesta matéria.
Mecanicamente, o novo RAV-4 também foi bastante melhorado.
Começando pela suspensão (que continua a ser totalmente
independente), o trem dianteiro recebeu um camber ligeiramente negativo
(para aumentar a tracção em curva) e amortecedores a
gás com carga de nitrogénio, enquanto o traseiro (por
triângulos sobrepostos) passa a contar com braços mais
compridos (para aumentar a respectiva mobilidade) e amortecedores
separados das molas, o que também traz benefícios ao
nível da volumetria da bagageira.
Mas a grande novidade é mesmo a chegada do motor 2.0 com 16
válvulas dotado do já célebre sistema de distribuição
variável VVT-i da Toyota, que actua sobre a admissão.
Graças a esta unidade, com 150 cv/6000 rpm e 19,6 m.kg/4000
rpm, o novo RAV-4 passa a ser um dos mais dinâmicos representantes
da sua classe, estando apto a atingir 185 km/h de velocidade máxima
e a cumprir os 0-100 km/h em 10,6 segundos, sendo o consumo médio
de 8,8 l/100 km. Em consonância com estes valores está
um comportamento dinâmico bastante eficaz e confortável
em estrada (próximo do de uma vulgar ber- lina), atributos
que também são válidos quando utilizado o veículo
fora de estrada, desde que nos terrenos para os quais está
vocacionado - saliente-se que continuam a não existir redutoras,
que a carroçaria é do tipo autoportante, que os ângulos
característicos são suficientes apenas para superar
pequenos obstáculos e que o diferencial central totalmente
bloqueável electricamente pelo condutor foi substituí-do
por um autoblocante viscoso que efectua essa operação
automaticamente (a repartição de binário continua
a ser de 50/50), sendo o autoblocante traseiro Torsen oferecido apenas
na versão mais equipada.
Nesta área, refira-se, ainda, que o novo RAV-4 passa a estar
disponível, igualmente, com motor 1.8 VVT-i de 125 cv e tracção
apenas às rodas da frente, versão que não será
comercializada em Portugal, por não poder ser homologada enquanto
veículo de todo-o-terreno e, por isso, ser obrigada a pagar
a totalidade do Imposto Automóvel, o que a impede de praticar
um preço competitivo.
Comercialmente agressivo
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| O interior está
mais jovial e apelativo. A elevada qualidade geral,
característica dos produtos Toyota, mantém-se |
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Com início de comercialização
agendado para 24 de Julho, o novo RAV-4 vai ser proposto em Portugal
em cinco versões, todas de quatro rodas motrizes e com motor
2.0 a gasolina (a chegada do diesel está prevista somente para
o final de 2001), sendo a expectativa de vendas de 320 unidades até
final do ano, 60% das quais de châssis longo. A gama tem início
no nível de equipamento Base, proposto apenas na carroçaria
de três portas por 3950 contos, seguindo-se-lhe o Pack 1, que
custa 4680 contos no 3 portas e 5030 contos no 5 portas, e o Pack
2, orçado em 4950 contos no 3 portas manual (5275 contos para
a versão com caixa automática de quatro velocidades)
e 5300 contos no 5 portas (5625 contos para a variante automática).
Quanto a equipamento, todas as versões oferecem, de série,
duplo airbag, cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores
de força, vidros e espelhos eléctricos, fecho central
com comando à distância, volante regulável em
altura e barras no tejadilho. A estes elementos as versões
Pack 1 acrescentam o ABS com EBD (repartidor electrónico de
travagem), travões de disco nas quatro rodas, ar condicionado,
auto-rádio com RDS e leitor de CD, cobertura da bagageira (cinco
portas), jantes de liga leve, faróis de nevoeiro dianteiros
e pára-choques e frisos laterais pintados na mesma cor da carroçaria.
Por fim, o Pack 2 adiciona a tudo isto diferencial traseiro autoblocante,
espelhos aquecidos, tecto de abrir eléctrico, volante e punho
da alavanca da caixa em pele e rede separadora de carga (cinco portas).
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