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Toyota
RAV4 vs Renault
Scénic Rx4
vs Honda
CR-V ES |
O
âmbito deste comparativo gira em torno de dois verbos: ser e querer.
Senão vejamos: o novo RAV4 é um SUV que pretende assumir uma faceta
de monovolume, o Scénic RX4 é um monovolume que pretende ser um SUV
e o CR-V pouco mais é que uma carrinha com aspecto de SUV. Foi no
meio de toda esta mistura de conceitos que Toyota, Renault e Honda
mediram forças. |
POR
Bruno Castanheira - FOTOS Kevin Knight
SETEMBRO de 2000 |
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| Ser e querer |
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Se o segmento dos SUV
(Sport Utility Vehicles) tem hoje a expressão que tem, tal
deve-se à Toyota, que em 1994 iniciou esta moda com o RAV4.
Com o passar do tempo, foram vários os construtores que se
aperceberam do potencial dos chamados todo-o-terreno de lazer, pelo
que não é de estranhar que o aparecimento de inúmeras
propostas tivesse sido como uma espécie de epidemia, à
qual muitas marcas ainda hoje resistem.
Consciente de que o anterior modelo muito poucos argumentos tinha
para continuar no activo, a Toyota decidiu criar o novo RAV4, que
marca uma importante evolução face ao anterior. Para
comprovar o que realmente vale o "pai" dos SUV, nada melhor
que compará-lo com dois dos seus principais concorrentes: Renault
Scénic RX4 e Honda CR-V, todos com 5 portas e motores 2.0 16v.
Estética, construção,
segurança
A primeira diferença do novo RAV4
para o anterior reside na estética. Há muito que as
formas do modelo antecessor tinham caí-do em desuso e não
estavam em consonância com a imagem dos restantes Toyota. O
arredondamento geral das linhas da carroçaria foi a solução
encontrada para este problema, onde sobressaem os originais grupos
ópticos, a inédita grelha perfurada e os volumosos pára-choques.
Dificilmente se conseguiria fazer um "jipe" mais elegante.
Com a mesma igualdade de pontos do RAV4 posiciona-se o Scénic
RX4. É espantoso como os pára-choques específicos,
as protecções de plástico e as cavas das rodas
alargadas conferem ao RX4 um aspecto inconfundível e bem diferente
dos restantes Scénic. Qualquer adjectivo (e existem muitos!)
pode ser aplicado ao Renault, um veículo que parece mais adequado
para uma expedição ao espaço que para circular
nas nossas estradas. Mas uma coisa é certa: nós gostamos!
Aquém do RAV4 e RX4 fica o CR-V. Na origem deste resultado
estão as linhas mais quadradas e menos inspiradas da carroçaria,
que preferiu seguir os traços característicos dos restantes
Honda em vez de optar por um visual mais atraente e arrojado. Não
desiludindo, o facto é que o CR-V também não
encanta. Um design equilibrado, mas algo anónimo, parece ser
realmente a melhor forma de o caracterizar em termos estéticos.
Comuns a todos são as barras no tejadilho e a cobertura rígida
do pneu sobressalente, colocada na quinta porta e pintada na cor da
carroçaria.
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| Mais eficaz em estrada
e fora dela, o RAV4 é, dos três modelos aqui presentes,
o único com verdadeira tracção integral permanente
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No capítulo da qualidade de construção,
o primeiro lugar é repartido pelos dois representantes japoneses.
Ambos têm plásticos de melhor qualidade (embora as cores
mais claras dos do Honda pareçam indicar o inverso), as montagens
são mais perfeitas e os acabamentos são também
melhores. Refira-se, a propósito, que os parafusos de fixação
no Toyota foram propositadamente deixados à vista, por questões
meramente estéticas. O CR-V é o único que dispõe
de puxadores das por-tas cromados.
Um degrau abaixo dos modelos nipónicos está o RX4. É
verdade que é o único que conta com bancos e painéis
das portas revestidos a couro, mas isso, só por si, não
chega: a qualidade de alguns plásticos desilude e a montagem
também está longe de ser a ideal, como o comprova a
existência de ruídos parasitas provenientes dos bancos.
Ainda assim, os acabamentos até nem são maus.
Já no domínio da segurança, o RX4 não
deixa os créditos da Renault por mãos alheias e destacou-se
por dois pontos. Para além de cintos dianteiros com pré-tensores
e limitadores de força, reguláveis em altura, duplo
airbag e ABS com EBV (elementos que o RAV4 e CR-V também oferecem),
o RX4 propõe, de série, airbags laterais dianteiros
para protecção da cabeça e tórax, encostos
de cabeça à frente articulados, três encostos
de cabeça traseiros (dois no Toyota e Honda), três cintos
traseiros com três pontos de fixação (também
dois RAV4 e CR-V) e sistema automático de trancamento das portas
sempre que o veículo inicia a sua marcha.
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